segunda-feira, 15 de julho de 2019

Saldos no Etsy

Chegaram os saldos de verão à minha loja do Etsy, "OneDreamOneMirror"! As peças em saldo estão com 20% de desconto. Aproveitem, as férias e os saldos!

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt
O primeiro colar tem um pendente minimalista em alumínio, aço e uma pedra natural de cor azul-turquesa. O segundo colar tem um pendente de forma quadrada em latão, arame de cobre esmaltado, de cor verde-esmeralda, e missangas de cores pérola e preta. Os brincos são desiguais, em cobre, que abraça uma pedra natural de cor rosa clara. O porta-chaves integra peças de bijuteria antiga efetuada em arame (upcycle).

sábado, 15 de junho de 2019

A bijuteria e a pintura I

A bijuteria e a pintura podem ter uma relação muito direta se se pensar em termos de design. Normalmente, existe uma ideia e, depois, um desenho ou pintura que precedem a elaboração da peça. Mas, não é a situação que será abordada nesta publicação. Fala-se, neste caso, de uma outra ligação, uma peça de bijuteria que é também um desenho ou pintura.

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt
Brincos tipo botão elaborados em papel, cada um com um desenho, ou pintura, único. Todos estes brincos foram impermeabilizados com duas camadas de cola verniz. Alguns fazem um par ou um conjunto de três de brincos. Predomina um estilo mais minimalista.

Estas são as primeiras peças efetuadas, tendo em conta a ideia de associar bijuteria e desenho/pintura. São peças amigas do ambiente, na medida em que são elaboradas com papel, sendo que algumas dessas folhas de papel são reutilizadas, podem fazer parte de esboços, de folhas impressas... Comecei por efetuar alguns desenhos com temas orgânico, abstrato, minimalistas e com pouca cor, incluindo-os em brincos tipo botão e em anéis.

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt
Todos os anéis são de base ajustável. O estilo dos desenhos dos anéis é também variado, mas, ainda, com poucas linhas e cores.

Efetuei, também, um colar com a pintura de uma máscara misteriosa de cores preta, azul e roxa. 

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt
A pintura foi efetuada com tinta acrílica e caneta de acetato. Este pendente inclui várias referências simbólicas: a máscara, o lótus, a alma, a perceção, o misticismo.

A minha preferência recai nos brincos e anéis, as peças que mais uso. Estou, agora, a experimentar elaborar brincos e anéis mais pictóricos, com verdadeiras pequenas pinturas abstratas, intuitivas. Será uma novidade que penso apresentar brevemente na loja do Etsy.

Saliento, ainda, que estas peças são efetuadas com várias camadas de papel coladas e, no final, são aplicadas duas camadas de cola verniz que conferem um brilho interessante e durabilidade, assim como resistência à água. As peças não devem, contudo, ser submetidas a grandes quantidades de água. Isto é, não se deve tomar banho ou nadar com elas.

domingo, 21 de abril de 2019

Perguntas e Respostas I

Na sequência da publicação anterior surgiram três perguntas interessantes, sobre os trabalhos que tenho efetuado, às quais tenho o gosto de responder nesta publicação.

A pintura a óleo, com a papoila e as margaridas, foi efetuada numa tela reutilizada. A pintura foi feita com uma espátula e camadas de tinta espessas. Veem-se um laço para o cabelo e algumas peças de bijuteria, os dois colares que estão sobre a mesa integram peças de bijuteria que já tinha elaborado em 2011.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

1. O que te inspira para a criação das peças?

R.: Esta é uma pergunta inspiradora. Para responder, é necessário relembrar todo o processo criativo das peças. É, também, uma oportunidade para dar a conhecer um pouco a história dos trabalhos. A fonte de criatividade varia consoante os trabalhos. Para as pinturas, tenho três formas de inspiração. A primeira, mais simples, baseia-se na observação de outros trabalhos, normalmente tem uma finalidade de melhorar a técnica ou de aprender a efetuar trabalhos que considero bonitos (é o caso da pintura da foto). A segunda forma de me inspirar para as pinturas relaciona-se com os sonhos, durante a noite. Posso reproduzir uma imagem ou uma ideia proveniente dos sonhos ou de uma reflexão (tenho alguns trabalhos assim, alguns já no Etsy). Normalmente, todos estes trabalhos simbolizam, de forma geral, a mente, o pensamento, o sentimento, mas cada um tem as suas especificidades (pode ser sobre a memória, o ego, a liberdade, os sonhos, um sonho específico). A terceira fonte de inspiração é mais difícil de especificar, tem a ver com o momento, isto acontece nas pinturas espontâneas, em que cada traço e cor são escolhidos consoante a ideia que chega à mente naquele instante ou, simplesmente, só porque sim (a ideia é que o consciente e o subconsciente, dividindo desta forma, estejam a funcionar e se manifestem naquele trabalho). O resultado das pinturas espontâneas pode surpreender, tanto pela positiva como pela negativa, mas talvez mostre mais do estado de espírito da pessoa e talvez revele fontes de inspiração ocultas (um sentimento difícil de nomear, uma memória que surge subitamente). Relativamente à bijuteria, não costumo divagar tanto. Posso dividir também a elaboração de bijuterias em três fontes de inspiração: ideias de peças que penso que conseguiria reproduzir (mais técnico), ideias de peças que vejo e gosto (usaria), experimentar composições com materiais que tenho para elaborar peças únicas.

As bijuterias da imagem, o anel e os colares, foram elaboradas através da experimentação de várias composições de alguns materiais e peças antigas, de forma a originar peças exclusivas.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

2. Não te custa vender as peças que crias?

R.: Esta pergunta é muito interessante. Penso que qualquer pessoa que cria trabalhos de arte ou de artesanato se depara com este dilema. Tenho gosto em vender algumas peças que gosto especialmente, são peças especiais para alguém especial. Saber que elas vão ter a outra pessoa, que terá o seu cuidado com elas, valoriza o trabalho, é gratificante. Depois, há o caso daqueles trabalhos em que há um maior apego e penso mais um pouco antes de os vender. São os trabalhos (mais as pinturas) aos quais foram dedicadas muitas horas ou aqueles que gosto para ter expostos em casa, para olhar para eles. No entanto, tenho apresentado estes trabalhos também para venda, ainda não fiquei com um para mim. Na verdade, enquanto não são vendidos, tenho-os todos. Se forem, certamente que irão para alguém especial e é sempre bom vender os trabalhos mais especiais, mais bonitos, mais significativos. Algumas bijuterias já ficaram para mim, claro. Neste momento, todas as que uso são artesanais, foram elaboradas por mim. As bijuterias que gosto mais são aquelas simples e facilmente reproduzíveis à exceção dos anéis, com arame e cheios de contas, que normalmente são exclusivos.

Detalhe da pintura a óleo.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

3. As peças são feitas com materiais antialérgicos?

Esta é uma pergunta pertinente, importante. Neste momento, não, as bijuterias são feitas com os materiais mais comuns, tipo latão. Há algumas em cobre e alumínio, que também podem ocasionar reações alégicas em pessoas mais sensíveis. Mas, chegará o momento de experimentar peças com materiais antialérgicos, talvez o aço inoxidável.

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

Espero que as respostas às perguntas tenham sido esclarecedoras e obrigada pela participação nesta publicação!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Perguntas e respostas I

Gostaria de dar a conhecer um pouco mais os trabalhos que tenho vindo a publicar no blogue (e, agora, também no Etsy). Assim, alguém gostaria de perguntar algo sobre as características da bijuteria ou das pinturas que tenho apresentado, em termos de materiais, processo, significado? Se sim, é só deixar as perguntas nos comentários e, dentro de alguns dias, responderei às perguntas numa publicação. Também fico curiosa sobre as possíveis dúvidas dos leitores acerca das peças!

segunda-feira, 18 de março de 2019

A criatividade I

A criatividade é uma qualidade que desejamos na nossa vida, nas mais diversas situações. Contudo, escrevo, agora, sobre a criatividade na pintura. Existem vários métodos para desenvolver a criatividade, várias ideias sobre como ter ideias novas. E, existe uma infinidade de ideias na Internet, com as quais podemos trabalhar para criar algo novo. Pode resultar. Mas, na publicação de hoje, estou a considerar a criatividade que não segue um trabalho prévio de pesquisa, de associação de ideias, de comparação entre várias ideias. 

Pinturas efetuadas de forma espontânea. Têm um caráter vivo e dinâmico.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

Tenho efetuado trabalhos de pintura através de vários métodos: pintura por camadas, com um esboço prévio, de acordo com uma ideia; pintura de uma só camada, utilizando pincel ou espátula, com um modelo ou imagem; pintura espontânea. Na pintura espontânea, apesar de poder existir uma ideia prévia, essa ideia não é seguida rigidamente, pois a pintura vai fluindo de acordo com os vários pensamentos e sentimentos que vão surgindo e de acordo com os traços e cores, que, sem necessidade de pensar muito, se acrescentam. O resultado da pintura espontânea, na minha opinião, torna-se muito mais vivo, dinâmico. Talvez seja assim, porque o processo é, ele próprio, vivo e dinâmico, imprevisível. A pintura elaborada desta forma pode, ainda, ser uma surpresa agradável para o próprio pintor. 

A primeira pintura seguiu um esboço prévio, foi elaborada por camadas. A segunda pintura foi efetuada num único momento. A segunda pintura adquiriu, também, uma maior vivacidade e movimento. Pode influenciar, um pouco, o facto de ter sido elaborada alguns anos depois, mas não muito, porque, além destas, tenho apenas cerca de meia dúzia de telas que incluem água.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

A pintura de observação efetuada num único momento, numa só camada, sem um esboço prévio, pode resultar mais viva do que uma pintura com esboço prévio e por camadas, que vem acompanhada da preocupação de colocar a tinta, as cores, no respetivo lugar, obtendo uma certa rigidez. Não é que não goste do resultado final da pintura por camadas, também gosto, mas perde-se algo da vivacidade, incluindo na cor. A questão é que os trabalhos efetuados dessa forma exigem realmente muita técnica, muitas horas de prática. Exigem um esforço, que tem o seu valor, embora pareça mais fácil o desapontamento do pintor com o resultado final.

Pode ser que o trabalho espontâneo seja um verdadeiro exercício de liberdade, com um resultado bastante criativo. Neste caso, não se tenta ser criativo, está-se a ser criativo em cada linha, forma, traço, cor, textura. Há, simplesmente, uma expressão livre da própria subjetividade. A ideia é esta, até que ponto a criatividade e a espontaneidade estarão relacionadas?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

7 dicas para criar bijuterias mais ecológicas

Apesar de ter mencionado algumas vezes a questão da relação entre arte e ambiente, decidi dedicar uma publicação para quem gosta de elaborar peças de bijuteria e tem uma preocupação ambiental, ou seja, para quem gostaria de começar a criar bijuterias mais ecológicas. De facto, nem sempre é fácil encontrar os materiais e processos adequados. Para quem gosta de usar bijuteria amiga do ambiente, há uma grande oferta no mercado, no entanto podem sempre ser considerados alguns detalhes como os que são aqui mencionados.

Os brincos são elaborados com cerca de 35% de missangas provenientes de peças de bijuteria antigas.
Os cartões dos brincos são elaborados com cartão de blocos de desenho. Foi dado um aspeto envelhecido ao cartão, com café, e utilizado um carimbo com o desenho de bilhetes de viagem, já que estes brincos podem viajar para alguém (um dos doze pares até já tem viagem marcada).
Todos os brincos são peças exclusivas.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

Inicia-se, então, a lista das 7 formas de criar (e de escolher) bijuterias mais ecológicas:

#1 Comprar materiais naturais para a elaboração das peças:

Os materiais naturais podem incluir fios de algodão e outras fibras naturais, papel, pedra, madeira, sementes (prefiro não usar materiais de origem animal). Algumas desta matérias-primas, como por exemplo o papel, exigem acabamentos com tintas (pode ser utilizado o guache), colas, vernizes (à base de água e que não irritem a pele). Estes materiais de acabamento nem sempre são ecológicos, no entanto conferem resistência, impermeabilizam e aumentam a durabilidade da peça. Existem papéis, tintas, colas, vernizes sem componentes de origem animal.

#2 Recolher e reutilizar materiais naturais (upcycle):

Alguns materiais naturais que podem ser recolhidos incluem pedaços de madeira e pequenas pedras. O papel pode, ainda, ser reutilizado a partir de revistas, jornais, panfletos, esboços. O papel é muito versátil na bijuteria. Com papel, são elaborados pendentes, brincos, pulseiras, anéis ou, ainda, missangas.

#3 Reutilizar materiais não ecológicos (upcycle):

Estes materiais incluem garrafas de plástico, restos de plástico, tampas de garrafa, embalagens. Além da reutilização de plástico ser importante para minimizar resíduos no ambiente, o plástico também é extremamente durável. Se esta durabilidade é nociva enquanto resíduo, é desejável enquanto arte. Podem, ainda, ser reutilizadas componentes de peças de bijuteria antiga em novos designs.

O par de brincos desiguais inclui duas contas de peças antigas.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

#4 Utilizar metais de elevada durabilidade e recicláveis:

O alumínio e o cobre são opções acessíveis de metais resistentes e com baixa corrosão. Além disso, têm uma possibilidade de reciclagem infinita sem perda de qualidade (atualmente, 40% de todo o alumínio produzido é proveniente de reciclagem).

#5 Fazer artesanato:

O próprio processo de elaborar peças à mão é amigo do ambiente, uma vez que pressupõe um processo de produção com menos gasto energético, menor consumo de água e não poluente.

#6 Efetuar embalagens com material reciclado:

Uma peça de bijuteria compreende uma embalagem (cartões, etiquetas, saquetas, caixas, fitas). Uma embalagem efetuada à mão e que integre materiais reutilizados (cartões, fios, folhas de papel) é uma opção amiga do ambiente. Com criatividade, pode ser elaborada uma embalagem única para cada peça.

As etiquetas foram elaboradas com cartões de blocos de desenho.
Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

#7 Pesquisar novos materiais e novas técnicas:

Como em qualquer área, a experimentação, a pesquisa, a realização de cursos em busca de novos conhecimentos sobre o tema, facilitará o processo de criação de bijuterias mais ecológicas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

2018 em revisão

Esta publicação é dedicada a uma reflexão sobre 2018, no que respeita aos trabalhos de bijuteria e artes visuais que tenho efetuado. A reflexão faz parte do dia-a-dia. Refletimos sobre o dia, sobre momentos, facilmente. Refletir sobre um ano que passou exige um exercício de memória mais atento.

Imagem de justfantasybijuteria.blogspot.pt

Começo pela bijuteria. A maior parte da bijuteria continua a ser efetuada em arame, aqueles que tenho privilegiado, pela beleza e durabilidade, são o alumínio e o cobre. O alumínio combina com peças mais modernas, enquanto o cobre, pelas suas características, já mencionadas na publicação “Bijuteria em cobre”, combina com peças com um toque antigo.

Existiram, contudo, algumas mudanças em termos de materiais. Nomeadamente, algumas bijuterias passaram a incluir pedras naturais em vez das missangas comuns, de plástico. Além de ser um material ecológico, as pedras naturais valorizam a peça em termos de beleza e durabilidade. É, sem dúvida, um material de eleição. No entanto, gostaria de criar peças com contas de vidro ou de cerâmica. Penso que o resultado seria muito interessante.

Outra mudança efetuada consistiu na criação de bijuteria em papel, principalmente brincos tipo botão e anéis. As folhas de papel foram reutilizadas, consistiam em esboços, notas, já com pouca utilização. Ganharam, assim, com algum trabalho e criatividade, uma nova vida em brincos e anéis com um toque bastante contemporâneo. Além disso, cada peça é exclusiva, uma vez que contém um desenho único. Estas peças são impermeabilizadas com verniz cola para serem mais duráveis. Comecei, assim, a explorar e a colocar em prática o conceito de upcycle na elaboração de peças de bijuteria, sendo, por isso, mais ecológicas.

Quanto à pintura, apesar de ter publicado poucas pinturas no blogue, com temas variados, aquele que predomina faz parte de uma coleção de oito peças com a figura humana, que remetem a aspetos da mente. Porém, durante o ano de 2018, explorei técnicas de pintura espontânea e de pintura a óleo com espátula sobre temas florais.

Uma outra mudança, já quase no final do ano, foi a abertura da loja "OneDreamOneMirror" no Etsy.

Fico com a aprendizagem sobre a importância de explorar não só várias técnicas e materiais, mas também vários estilos para perceber aquele que mais gostamos. Tenho vindo a reparar que, na bijuteria, gosto bastante de criar e de usar peças num estilo antigo. Na pintura, a técnica que me parece mais prática e com um resultado mais expressivo é o impasto - utilização de camadas espessas de tinta a óleo na tela, neste caso, com espátula. No entanto, é mais complicada para representar pormenores. Há ainda muito por descobrir. De facto, a descoberta e a aprendizagem são constantes.
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